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Eu já fui servidor público municipal e sempre procurei trabalhar de forma correta e dentro das minhas atribuições, por isso já aviso, antecipadamente, que sou contra toda e qualquer generalização que se faz contra os servidores públicos, pois assim como um todos os lugares, existem os bons e os maus profissionais!

Feito este preâmbulo volto ao questionamento título deste post: Quão espertos são os servidores públicos?

A pergunta é pertinente em razão de que num concurso para Auxiliar de administração da cidade de Beberibe, no Ceará, houve uma questão em que a resposta para a situação de “pagar propina” foi ser esperto.

Observe que as alternativas “honesta, invejosa e fofoqueira” não aparentam possuir relação com o fato. Talvez fosse possível assinalar a alternativa “resmungona”. Porém “esperta”. Então quer dizer que num concurso público já querem moldar os candidatos às espertezas conceituadas pela prova do concurso?

Afinal, segundo os dicionários, esperto quer dizer “desperto, acordado, diligente, que tem energia“, mas também pode ser “malicioso, astuto“. Segundo os organizadores do concurso esperto também pode significar espertalhão.

Agora, se era para ser considerada a atitude da personagem como espertalhona, maliciosa ou astuta, por que não escolheram uma destas palavras para compor as alternativas? Por que escolheram esperto? Tal fato só consolida o quanto a malandragem e o jeitinho brasileiro estão enraizados em nossa cultura, que talvez só os ingênuos, ou para alguns, os otários, escolheriam a alternativa resmungona!

Você pode conferir a matéria, que saiu no G1, clicando aqui.

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