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Já li e leio em alguns blogs avaianos reclamações quanto à ausência do torcedor no estádio. Nesta série B o Avaí jogou duas partidas em casa. A primeira contra o São Caetano para um público de 4.510 pessoas e a segunda contra o Joinville com a presença de 4.940 pagantes. Pouco? Sim. Talvez.

No jogo do Botafogo, no dia 07/06, contra o Cruzeiro foram  5.256 pagantes com 6.900 pessoas presentes; Já no dia 09/06 o Flamengo jogou contra o Coritiba para 6.142 pessoas, sendo 4.066 pagantes.

Até mesmo o Fluminense, atual campeão carioca, na partida do dia 27 de maio contra o Figueirense teve um público de 5.594 pessoas (3.762 pagantes).

Vale a pena conferir também o público do Figueirense. Contra o Náutico foram 5.315 torcedores e contra a Ponte Preta foram 5.992 pessoas.

Ainda, ontem (10/06), pela série A do campeonato brasileiro São Paulo e Santos fizeram um  jogo para 7.000 pessoas. E a Portuguesa jogou contra o Atlético-GO com a presença de 1.407 torcedores.

Mas qual será a razão para este fenômeno? Não acredito em apenas uma razão. São várias. A começar pelo horário de algumas partidas e a comodidade de assistir aos jogos em PPV. Sem contar o aumento do desinteresse do brasileiro pelo futebol tamanho os “acertos” e “arranjos” que ocorrem neste meio.

Portanto, os clubes precisam aprender a negociar melhor seus contratos com a TV (fato que não acontece em SC, especialmente em se tratando de campeonato catarinense) e a criar atrativos para o torcedor voltar aos estádios (a começar por qualificação do time e ingressos a preços acessíveis/campanhas).

O debate pode e deve ser estendido. Mas o principal é destacar que a falta de torcedores nos estádios é a regra. No Brasil, atualmente, jogos com mais de 10.000, 15.000 pessoas são as exceções.

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