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Confesso que eu não tinha reparado que o nome do campeonato brasileiro é Brasileirão Petrobrás 2012.

Tal fato me fez refletir sobre alguns pontos:

– A Petrobrás patrocina a Globo, a CBF ou os clubes?

– Qual é a dívida dos clubes mesmo e quem é o maior credor?

– Alguns clubes assinaram contratos milionários por direitos de transmissão/TV, mas seus times são tão medianos…

– Além de relembrar  que o público presente nos estádios tem sido cada vez menor. Sábado o Fluminense e a Portuguesa jogaram para 4.564 pessoas (2852 pagantes).

Ou seja, algo precisa ocorrer para modificar (melhorar / profissionalizar / democratizar) o futebol brasileiro. E não é possível esperar que isto ocorra por iniciativa dos atuais dirigentes do futebol brasileiro.

Quantos estádios ficarão ociosos após a Copa 2014?

Por isso creio ser necessário preparar, desde já, mudanças para ocorrerem no ano de 2015. Uma delas seria a modificação do sistema de disputa do campeonato brasileiro (tratei disto no post O campeonato brasileiro representa o Brasil?). E outra que creio ser fundamental (mesmo que não se mude a forma de disputa do campeonato) é quanto ao direito de transmissão das partidas.

Ora, se a Petrobrás já patrocina o Brasileirão, qual a dificuldade em a TVBrasil, com apoio (patrocínio) da Petrobrás e/ou do Banco do Brasil, comprar os direitos de transmissão do campeonato brasileiro? Afinal, no ano de 2011 o lucro líquido da Petrobrás foi de 33,3 bilhões de reais e do Banco do Brasil foi de 12,1 bilhões de reais. Considerando mudanças no sistema de disputa, para adquirir os direitos de transmissão de uma série A, com 24 clubes, e séries B e C com 40 clubes cada, bastaria desembolsar um pouco mais do que 10% do lucro líquido da Petrobrás e do Banco do Brasil, por ano, ou seja, R$ 4.320.000.000,00 (quatro bilhões, trezentos e vinte milhões de reais). Os 24 clubes da série A receberiam 80 milhões/ano, cada; os da série B 40 milhões/ano, cada; e os da série C 20 milhões/ano, cada. Além, de poder ser negociado como parte dos pagamentos e parceladamente os débitos que alguns clubes possuem com o Governo Federal (INSS, entre outros).

E a TVBrasil não ficaria com a “exclusividade” das transmissões dos jogos. O quadro de horários das partidas seria variado, para atender os interesses das emissoras e, especialmente, do torcedor. E a TVBrasil poderia vender os jogos para as demais emissoras. Sendo que cada emissora pagaria um valor correspondente ao alcance da partida e o “ibope” que costumeiramente alcança para o horário. Ou seja, o torcedor teria opções para assistir mais de um jogo ou até mesmo a escolha de assistir o jogo pela emissora de sua preferência (entre elas a própria TVBrasil).  No final, parte da receita da TVBrasil para bancar os direitos de transmissão do campeonato viria também desta “revenda” para as outras emissora!

E os clubes (estamos falando de 104 clubes de futebol, nas séries A, B e C) com uma garantia de receita poderiam qualificar seus elencos e somados a possibilidade de melhores horários para as partidas seria muito provável o retorno dos torcedores aos estádios de futebol (claro que segurança pública, mobilidade urbana e renda, também são fatores que hoje afastam o torcedor).

Ou seja, se hoje o Brasileirão é Petrobrás por que, quem sabe em 2015, ele não pode ser verdadeiramente do Brasil?

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