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E o segundo turno em Florianópolis?

Não vou me furtar de aproveitar este espaço para tratar do segundo turno na capital catarinense. Principalmente, por que existem manifestações apoiando as intenções de voto nulo.

Para auxiliar a análise apresento o gráfico abaixo que destaca a distribuição de votos totais no primeiro turno em Florianópolis:

César Jr, 28,69%; Gean Loureiro, 24,79%; Ângela Albino 22,68%; Elson Pereira, 13,06%; Janaina Deitos, 0,77%; Gilmar Salgado 0,58%; Nulos 6,18%; Brancos 3,25%.

Se considerarmos ser possível alcançar os 50% mais um de votos nulos, o que seria necessário ocorrer? Como é possível destacar no próximo gráfico, os votos que foram dados para os dois primeiros colocados somados com os votos brancos alcançaram 56,73% dos votos totais. E o restante dos votos totais, ou seja 43,27%, foram destinados para os demais candidatos, incluindo os votos nulos, é claro!

Assim, para alcançar o objetivo acima delimitado seria necessário que todos os votos dados aos candidatos que não foram ao segundo turno sejam transformados em votos nulos. Ainda, seria necessário que os mesmos que votaram nulo no primeiro turno voltem às urnas para confirmar este mesmo voto. E, por fim, 6,73% dos votos destinados no primeiro turno para os candidatos César Jr e Gean Loureiro precisam se transformar em votos nulos. Tarefa fácil?

Mas isso não quer dizer que estarei fazendo campanha para o voto nulo no segundo turno em Florianópolis. Até por que tenho um entendimento diferente no presente caso. Por mais que parte da população florianopolitana acredite que possa haver uma mudança no cenário municipal com um dos candidatos escolhidos e outra parte demonstre estar satisfeita com a situação existente na cidade, apesar de eu ter optado por uma terceira escolha no primeiro turno, e não acreditar em nenhuma das situações acima (mudança e satisfação), não irei me omitir! Não “protestarei” com o voto nulo e não ficarei satisfeito se for qualquer um dos dois candidatos.

Não estou sendo contraditório ao afirmar que não tenho preferência entre os dois candidatos, contudo num dos lados há um continuísmo recente de partido no governo estadual e de administração municipal que muito pouco, ou quase nada de efetivo fizeram pela cidade nos últimos anos. Pelo contrário, pude pessoalmente presenciar atos de “destruição” de projetos que funcionavam da administração passada e de atitudes impositivas de controle de conselhos municipais. Desse modo, por mais que eu não prefira um deles, eu não desejo que o candidato que representa a atual gestão seja eleito. Assim não anularei meu voto. E mesmo que o candidato em que eu votar, for eleito e não fizer uma boa administração eu estarei com a consciência tranquila de que poderia ter sido pior.

E na próxima eleição é votar e tentar eleger um candidato que possa diminuir este “apartheid social” existente em Florianópolis.

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