Tags

, , , , ,

(uma mensagem de ano novo, ou seria de fim de ano? / será que é uma mensagem?)

Sim, o mundo acabou!

Vai dizer que você sequer percebeu?

A correria do dia a dia, dos preparativos para as festas de Natal e Ano Novo não te permitiram notar o fim do mundo?

Não precisa se desesperar. Fique calmo. Você não percebeu que o mundo acabou por que assim que houve o fim uma realidade paralela tomou conta de sua vida.

Nada de ficção científica. Apenas uma outra realidade que para ti é verdade, após o fim do mundo. Nessa realidade não há espaços para modernidades, pós-modernidades, plus, hiper ou ultra modernidade. Mas, sobrevive o eu-modernidade, com raras nuances de moderninteratividade.  Ou seja, uma interação atual porém muito mais virtual, tantas vezes irreal e quase nunca pessoal.

Afinal, se a realidade é paralela e pós fim do mundo, haveria como ser diferente?

Então, neste mundo pós fim, sob o governo do eu-modernidade, não há espaços para o bom dia, boa tarde entre pessoas desconhecidas e reais. Oras, o que ainda resta de real?

No trânsito o desejo é de passar por cima de todos. Na praia a vontade é de esvaziá-la, um pouco que seja, e de colocar um ar condicionado. Nas lojas o objetivo é o de furar a fila. No ônibus, ou em quaisquer contatos com prestadores de serviços, seque há trocas de bom dia e boa tarde. E se ainda tens a infelicidade de pós fim do mundo teres criado uma realidade paralela em que não estás de férias, deves estar louco para matar o teu chefe. Só em pensamento, é claro!

Mas nesta nova realidade há os momentos de moderninteratividade. Circunstâncias em que as imagens mais belas, os desejos de bom dia, boa tarde e boa noite são trocados e desejados pela rede virtual. Até o chefe do parágrafo anterior recebe um lindo cartão virtual ou pelo menos os votos de boas festas!

É, deixamos realmente o mundo acabar e nem percebemos!

Os sobreviventes estão absortos nas suas realiades do eu-moderno sem construir uma moderninteratividade real.

Talvez seja o momento de desacelerar. Romper a barreira do eu-moderno e construir uma nova realidade coletiva. Que seja interativa e que utilize dos recursos tecnológicos. Mas que possa ser uma moderninteratividade plena. Além de virtual, também real!

Que os pensamentos e boas ações não sejam apenas máscaras do eu-virtual desta realidade paralela criada. Que sejam, sim, as novas armaduras de um novo mundo a ser erguido.

O que nós queremos para o ano de 2013 e para os anos vindouros?

Anúncios