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Muitos são os legados deixados num evento como o da Copa do Mundo. E tantos outros são os que poderiam haver. Mas em se tratando de futebol, um importante legado da Copa seria a conscientização dos dirigentes brasileiros de que a população quer voltar aos estádios. Ou melhor: quer voltar a ver futebol nos estádios, mesmo que veja pela TV.

Mas para isso ocorrer é preciso mudanças de paradigmas na CBF, nos detentores de direitos de TV, nos clubes, treinadores, preparadores físicos e jogadores. Há muito dinheiro envolvido atualmente no futebol brasileiros, principalmente na série A. Contudo, não estão sabendo planejar adequadamente o espetáculo/campeonato. Além do mais, com mais de doze estádios “padrão FIFA” espalhados pelo Brasil, é necessário tornar o campeonato efetivamente nacional!

Este, no meu ver, seria um importante, senão o principal legado que a Copa poderia deixar para o Brasil.

A primeira fase da Copa está terminando. Com ela a maioria das seleções europeias estão se despedindo, enquanto os latino-americanos (e aqui se inclui o Brasil, evidentemente) dominam a Copa. Vale destacar a grata surpresa de ver o futebol jogado pela Costa Rica, com certeza um dos “elencos” “mais baratos” da Copa. E que não me surpreenderá se chegar até as quartas-de-final.

As mudanças de Felipão

O treinador brasileiro é inteligente e sabe como nenhum outro treinador enfrentar jogos decisivos (basta citar, como exemplo, o título da Copa do Brasil com o Criciúma e o vice campeonato da Eurocopa com Portugal). Porém, existem duas formas de transpor as decisões que estão por vir: com mais emoção ou com mais tranquilidade. Por enquanto, o treinador brasileiro tem preferido a primeira opção. Ao manter Hulk, Paulinho e Daniel Alves no time titular a seleção brasileira está apresentando consideráveis dificuldades no decorrer das partidas.

Eu acredito que para o próximo jogo contra o Chile o treinador brasileiro deverá manter Fernandinho no lugar do Paulinho e o Ramires no lugar do Hulk. Mas para manter fortes emoções não deve colocar Maicon no lugar de Daniel Alves.

Mas quem sabe Ramires jogando como volante chegando no ataque (e não como meia atacante voltando para marcar), seja a alternativa para cobrir as subidas do lateral direito brasileiro. Verdade seja dita: Daniel Alves está se esforçando para contribuir na marcação. Mas não é a sua. E com isso nem tem apoiado com a frequência que lhe é peculiar.

Também não me surpreenderei se Felipão sacar o Hulk e entrar com Luis Gustavo, Paulinho e Fernandinho de volantes contra o Chile.

Se o Brasil passar do Chile (vai passar! pensamento positivo) deve enfrentar nas quartas Colômbia, Uruguai ou Itália. Vai Brasil!

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