AVISO: Esse post tratará de futebol, mais especificamente do Avaí! Mas antes será necessário um prólogo, que pode (a critério do leitor) ser ignorado, bastando apenas pular dois parágrafos!

Amadurecimento – Um prólogo:

Há uma fase na vida de qualquer ser humano (na vida de alguns são fases, no plural mesmo), de uma empresa/associação e até mesmo de projetos/objetivos em que o amadurecimento se faz necessário, fundamental eu diria!

Essa fase (ou fases) pode ter relação com a idade, com o tempo. Mas muitas vezes a relação é com fatos, com momentos. Portanto, o peso da idade/tempo não tem relação direta com o amadurecer. Efetuado o prólogo, vamos ao texto propriamente dito.

As inconstâncias de um Avaí:

Eu gostaria de ver o time do Avaí jogar o campeonato brasileiro numa mistura de duas partidas: A marcação empregada na partida contra o Goiás e o toque de bola aplicado na partida contra o Coritiba.

Mas ao observar os últimos jogos e ver a permissividade com que o Avaí inicia as partidas me fazem questionar se contra o Coritiba e Goiás o futebol avaiano prevaleceu mais em virtude da fragilidade dos adversários do que a qualidade do nosso time. Será?

Mas no decorrer de um jogo o time demonstra evolução, consistência e efetividade. Muitas vezes até o “sobrenatural”está se fazendo presente. Mas o gol avaiano custa a sair. Já o do adversário ocorre com certa facilidade.

O que nos falta?

Não tenho dúvidas! E você já sabe o que vou dizer: É o amadurecimento!

Este time do Avaí ainda não amadureceu. Teve doze rodadas para isso, porém não dá sinais de que tal circunstância ocorrerá de um dia para o outro. Mas precisa!

Não há tempo para respirar:

Discordo quando leio que o Avaí não tem elenco para disputar a série A, que está carente nas posições X, Y ou Z. Falta para esses jogadores o devido amadurecimento (vergonha na cara, diriam alguns). Talvez o falte para a comissão técnica e também para os dirigentes. Estes últimos, inclusive, precisam aprender a não ficar limitados a empresários A ou B. Querem reforçar? Pretendem reforçar? Abram seus horizontes! O futebol sul-americano cresce em eficiência, enquanto o brasileiro está em declínio.

A economia dos países vizinhos é pior do que a nossa (mesmo aqui havendo crise), ou seja, financeiramente é viável um bom jogador sul-americano jogar no Brasil, mesmo sem ser a sumidade em seu país (temos muitos exemplos desta situação).

Pré-Epílogo: 

Eu poderia supor (e seriam apenas boatos largados ao vento) que a crise está instalada na Ressacada.

Que empresário A não gostou da contratação de jogador W e que por isso exigiu que o jogador Y fosse titular.

Ou então, que o jogador Z não gostou de ser preterido por outro, numa determinada escalação e que por isso se rebelou, causando eventual racha no grupo.

Ou, ainda, que o jogador X posterga fazer uma nova partida com receio de não poder ser negociado.

Tudo boatos que se verdade fossem apenas demonstrariam que o amadurecimento está numa distância longínqua de se alcançar!

Remate!

Eu não poderia ter encontrado melhor palavra para encerrar este texto. Afinal, o amadurecimento pode ser fruto de um processo (e o Avaí não tem mais tempo para isso) ou resultado de um trauma (seis jogos sem vencer é, ou deveria ser, um grande trauma).

Na próxima rodada, contra a Chapecoense o Avaí precisa amadurecer. Um amadurecimento que é possível enxergar num jovem de 17 anos, chamado Renan e que não se intimida em disputar uma série A. Queria poder o Avaí ter onze titulares como esse jovem. É tão difícil?

O Anderson Lopes precisa decidir o que quer ser na vida. William e André Lima já passaram da idade de serem amadores. É o momento de o Avaí dar o remate na falta de vitórias em casa e acertar os remates ao gol adversário! Está sendo fácil criticar os defensores. Mas haveriam as críticas se os atacantes convertessem os gols?

Os jogadores precisam entrar atentos em cada jogo. O que se está fazendo nos vestiários antes dos jogos? Tomam suco de maracujá? É preciso amadurecimento para entender o que é uma partida de futebol! E ainda não entenderam que não adianta reclamar da arbitragem?

Amadurecer é reconhecer as limitações existentes. É resgatar as virtudes individuais de cada atleta e compor um coletivo forte. É compreender que o que é preciso pode estar dentro de cada um, ou mais próximo do que se imagina.

Amadureça Avaí! Que este ano ainda pode ser surpreendentemente positivo!

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