Por Frederico Antônio Kluser Eghel

Recente estudo da Look News University revelou que pessoas que tinham longa experiência com determinados tipos de privilégios estão mais sujeitas a sofrer de poorphobia e crisisphobia.

A pesquisa identificou, também, que indivíduos que recém fazem parte deste grupo de pessoas (que possuem algum tipo de privilégio) também estão se deixando abater por este novo mal!

E o mais curioso, os estudos indicaram que instituições (como revistas, jornais e TVs) estão passando a ser “contaminadas” e, consequentemente, ampliando a contaminação deste grupo especial de pessoas! Tal circunstância está fazendo com que pessoas que não fazem parte deste seleto grupo (mas anseiam em ser) também sintam os reflexos desses males.

O professor e pesquisador Ocaso Azedo alerta para o risco de endemia ou até mesmo de uma pandemia: “Sabemos que o mal está aí! E ele precisa ser extirpado! Trata-se de um problema muito sério de saúde pública, econômica e mental”, explicou o professor.

Nossa equipe de reportagem teve acesso aos documentos de pesquisas e observou que a situação não aparenta ser tão grave, como pode ser notado num bilhete esquecido, no meio do arquivo. Ele está assinado pelo professor e economista Naldo Reis de Baralho:

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“Caro Ocaso, Na maioria dos indivíduos estudados, constatou-se que a perda econômica não foi aquela prevista. Os privilégios permanecem e eles ainda estão viajando para outros países (só não fomentam tanto a economia daí, o que sobremaneira prejudica a macroeconomia global). Mas creio que podemos omitir tais dados. Abs. Reis de Baralho”

Confrontado sobre o bilhete, o professor Ocaso Azedo atacou nossa equipe, desqualificando-a e afirmando que estamos produzindo falsas provas contra uma pesquisa séria. “Vocês também devem ser do grupo que precisa ser extirpado!”, chegou a esbravejar. O professor Naldo Reis de Baralho foi procurado mas não nos atendeu.

Em conversa com a psiquiatra Dra. Alicia Sãmind, PhD em saúde mental coletiva, ela nos explicou que o concurso coletivo de histeria pode ocasionar distúrbios de análise lógica e racional. “Esse distúrbio pode afetar diferentes tipos de pessoas. Como músicos, comediantes, políticos, por exemplo. Ou seja atinge desde os mais eruditos até os mais descontraídos ou preparados psicologicamente para o confronto de ideias”, nos relata.

“A sociedade está passando por um período de turbulência e violência, negligenciado pelas pessoas e autoridades”, continuou. “Mas o que se percebe é que em virtude do alcance do medo, talvez propagado pela News Global Media, as pessoas se tornam mais intolerantes”, afirmou a especialista.

Questionada sobre a poorphobia e crisisphobia, inclusive com a apresentação do bilhete escrito pelo professor Naldo Reis de Baralho, a Dra. Alicia foi taxativa: “Na poorphobia o medo não é de se tornar pobre, mas o de ter que conviver com os mais pobres, ou até mesmo, menos ricos. As pessoas não aceitam mais ter que dividir os seus espaços, seja nos aeroportos, nos shoppings, nas estradas e até mesmo nas ruas, com as pessoas que não fazem parte do seu grupo. Então quando junta a poorphobia com a crisisphobia estes indivíduos pensam que estes espaços de privilégios serão ainda mais reduzidos. E pesquisas como estas da Look News University só servem para aumentar a histeria coletiva. Ou seja, não se pretende resolver o problema tratando a saúde mental das pessoas, mas querem a manutenção dos privilégios e expurgar o que lhes causa o suposto mal”, concluiu.

Obs.: Esse texto é uma ficção. Qualquer semelhança com a realidade e termos técnicos são meras coincidências.
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