Por Frederico Antônio Kluser Eghel

Na tarde de hoje entrevistei o PhD em Matemática, o Dr. Professor Ptolomeu Smalle De Bowle, vinculado ao Laboratório DataResearch, da University of International Politics, que está no Brasil para divulgar o seu mais recente estudo sobre a política brasileira.

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Frederico Antônio Kluser Eghel (F.A.K.E.) – Boa tarde, Ptlomeu. Tive conhecimento de que estás fazendo um estudo matemático sobre as variáveis existentes em relação aos presidentes brasileiros e as probabilidades quanto ao futuro deles. Está correto isso?

Ptolomeu Smalle De Bowle (P.S.D.B.) – A linha realmente é essa Frederico. Conseguimos observar que neste recente processo democrático brasileiro há algumas variáveis e constantes que se exponenciam ou que se repetem. Além de ser possível estabelecer probabilidades sobre o futuro.

(F.A.K.E.) – É possível prever então o quê vai ocorrer com a presidenta Dilma? Ela vai sofrer impeachment ou renunciar, por exemplo?

(P.S.D.B.) – Pouco provável. A probabilidade da Dilma cair, considerando as hipóteses de impeachment e de renúncia, é de 30%! E isso por que ela tem o Temer como vice.

(F.A.K.E.) – Como assim, Ptolomeu, nos explique melhor essa sua análise?

(P.S.D.B.) – Sarney foi o primeiro presidente após ditadura. Lembramos que era para ter sido Tancredo, mas foi Sarney. Tancredo é um nome com oito letras, já Sarney são seis. Os sucessores de Sarney foram Collor, também com seis letras, e Itamar, mais um de seis letras. Collor caiu e foi um nome de seis letras entre dois presidentes de seis letras. Logo, como Dilma cairá se o seu antecessor era conhecido por Lula, com quatro letras? Mas daí ela tem contra ela o fato de que seu sucessor é o Temer com também 5 letras e o Lula é Silva, logo não se pode destacar totalmente essa probabilidade.

(F.A.K.E.) – Interessante!

(P.S.D.B.) – Mas existem duas vertentes matemáticas muito favoráveis a presidente Dilma. A primeira delas é que o sucessor de Itamar, que substitui o Collor que sofreu o impeachment, foi FHC, com três letras. Observe é a metade das letras dos três presidentes que lhe antecederam. Será que haverá alguém que tenha um nome com 2,5 letras para suceder o Temer em caso de impeachment da Dilma? Extremamente pouco provável!

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(F.A.K.E.) – E a outra?

(P.S.D.B.) – A segunda vertente é que a linha sucessória, desde FHC, está demonstrando o acréscimo de uma letra ao nome dos presidentes. Ou seja, FHC com 3, Lula com 4 e atualmente Dilma com 5. Ou seja, a probabilidade maior é de que o próximo presidente ou presidenta tenha 6 letras no seu nome. Logo não é Temer, mas poderia ser o Michel (risos)

(F.A.K.E.) – (risos) Mas então 30% não é um percentual muito alto?

(P.S.D.B.) – Não Frederico. Afinal, mesmo sendo cálculos matemáticos e observando a baixíssima possibilidade do impeachment por esse ângulo democrático, não se pode descartar o histórico político brasileiro. E João Goulart, o Jango, com cinco letras, sofreu muito da pressão que a Dilma sofre neste momento! O que faz com que este percentual alcance este patamar.

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(F.A.K.E.) – Então segundo esses dados quem deve ser o próximo presidente?

(P.S.D.B.) – A Dilma terminando o mandato, a candidata Marina, com seis letras, deve aparecer com bastante força. E quem sabe até Lula…

(F.A.K.E.) – Como assim?

(P.S.D.B.) – Ora, Inácio tem seis letras. É uma questão de fazer um novo foco na propaganda política… Ou, ainda, talvez o PT aposte no prefeito de São Paulo, pois Haddad, também tem seis letras.

(F.A.K.E.) – E se ela cair ou sair, é possível pensar quem sucederia o Temer?

(P.S.D.B.) – Como encontrar alguém que tenha um nome de 2,5 letras é pouco provável, consideremos que um possível sucessor de Temer seja alguém, também, com cinco letras no nome. Assim, eventual queda ou saída de Dilma favorecerá a eleição de Aécio ou Serra nas próximas eleições. Mas há também a probabilidade de ser o Cunha. Já imaginou o risco?

(F.A.K.E.) – Pois é! Mas do Bolsonaro estamos livres?

(P.S.D.B.) – Por enquanto …

(F.A.K.E.) – Para finalizar, Ptolomeu, nos fale da análise de capas de livros de matemática que você fez?

(P.S.D.B.) – Este é o segundo tema da palestra que farei amanhã. Mas considerei bastante curioso que num livro de matemática que trata de subtração entendeu-se por colocar um tucano na capa. Mas sobre isso falarei somente na palestra!

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(F.A.K.E.) – Obrigado Ptolomeu, e aproveito para deixar registrado o convite para nossos leitores e leitoras para comparecer amanhã, em São Paulo, na Conferência Nacional de Estatísticas e Pesquisas Aleatórias, que tem o apoio dos Institutos de Pesquisa IPEspecial, DataPapel e IPEBP.

(Esta é uma entrevista de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

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