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Está aí uma grande reportagem que você provavelmente não vai assistir, nem no Globo Repórter nem no Câmera Record.

Afinal, o caso brasileiro não é único. Lembram do Golfo do México em abril do ano passado?

“A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.” Vladimir Platonow, Repórter da Agência Brasil

A empresa Transocean “que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México”.

Só que não credito os vazamentos do Rio e do Golfo do México como os casos singulares e mais graves da Chevron.

Em excelente reportagem da revista Marie Claire, escrita por Ludmila Vilar, é possível constatar o descaso da Chevron e da mídia internacional com o vazamento de petróleo na Nigéria.

“A extração do petróleo deveria ter enriquecido a Nigéria. No entanto, o dinheiro fica com poucos, a maioria estrangeiros. Eles vivem em festas, Ferraris e jatinhos. Para o resto da população sobram pobreza e a poluição que afeta até a fertilidade das mulheres” Ludmila Vilar, Repórter da Marie Claire

Foto Christian Lutz (Agence Vu/Blob Cg)

A região do Delta do Níger, segundo relatório das Nações Unidas, é uma das mais poluídas por óleo no mundo.

“A recente tragédia na costa do Golfo [em abril de 2010, uma explosão numa área de exploração de petróleo no Golfo do México, a 60 km da costa dos Estados Unidos, causou a morte de 11 pessoas e um derramamento de óleo que deixou uma mancha no mar do tamanho de um país como Porto Rico é o estado constante das coisas no Delta do Rio Níger nos últimos 20 anos” Chris Abani, Escritor nigeriano.

A excelente reportagem da Revista Marie Claire você pode ler clicando aqui.

“… a Shell reconheceu a culpa por dois derramamentos que aconteceram em 2008 e 2009, especificamente na região de Ogoniland. O vazamento foi responsável pela destruição de uma comunidade de quase 70 mil pessoas que vivia basicamente da pesca” Ludmila Vilar, Repórter da Marie Claire

Pena que no Brasil é rara uma imprensa livre e independente. Que questione, instigue e investigue de forma consciente e responsável.

Porém, interesses econômicos sempre se sobressaem e reportagens como estas difícil ou raramente serão vistas num Globo Repórter ou num Câmera Record.

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