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Eu já escrevi o que penso sobre pesquisas eleitorais quando da última eleição para presidente da república. Você pode conferir clicando aqui.

Tudo bem, elas até podem existir para que os partidos e candidatos adotem as suas estratégias de campanha, mas a divulgação das mesmas é nociva para a democracia.

Além do mais, como as pesquisas são feitas? Quem garante a idoneidade das mesmas?

Quer um exemplo?

Hoje pela manhã decidi consultar o site do TSE para consultar as pesquisas eleitorais que foram realizadas.

Utilizando o sistema o “PesqEle“, pesquisei as pesquisas realizadas no município de Florianópolis, quando me deparei com informação sobre a pesquisa realizada pela empresa ACCORD Consultoria LTDA. A pesquisa foi contratada pela  “TV o Estado de Florianópolis”, que salvo engano é a RIC/Record e foi realizada entre os últimos dias 03 e 04, quando foram consultadas 600 pessoas.

Segundo o resultado da pesquisa, que você pode conferir no NDOnline, há empate técnico pelo segundo lugar entre a candidata Ângela Albino e o candidato Gean Loureiro.

Ocorre que observando o questionário da  entrevista constatei algo no mínimo estranho.

Qual a razão do nome do candidato Gean Loureiro aparecer em primeiro na lista se os demais aparecem depois em ordem alfabética? Será que esta forma de expor induz o eleitor a responder o nome do candidato Gean? Outros cadastros que observei, inclusive do IBOPE, colocam a ordem dos candidatos em ordem alfabética.

Se realizam mudança na ordem de nomes, imagino que possam ser entrevistadas mais pessoas do que as 600 (800, 1000, 2000, 4000, dependendo de entrevista) necessárias e depois escolher as respostas que convém. Além do mais, sempre que apresentar o percentual de um candidato pode-se colocar alguns números um pouco acima ou abaixo, de acordo com a tal “margem de erro”. Ou seja, não há benefício algum para a democracia e para o processo eleitoral a divulgação de pesquisas. É bom frisar que uso a pesquisa acima, realizada pela ACCORD, como exemplo.

É por esta e por outras razões que mantenho a opinião de que pesquisas eleitorais não deveriam ser divulgadas.

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